Sonhos
Como uma típica rapariga italiana.
De lado, firmemente apoiada à cintura do meu acompanhante.
A belíssima paisagem mediterrânica.
Estávamos à beira-mar.
Reflexos turquesa iluminavam a nossa pele.
O passeio há tanto tempo prometido parecia não ter fim.
E ainda bem.
Eu não queria que ele terminasse.
Queria ficar agarrada a ele...
Para sempre.
O seu cabelo escuro.
Os seus olhos misteriosos.
O meu coração derretia, sempre.
Derretia, derretia...
Sempre que eu olhava para aqueles simples, mas lindos olhos.
O contraste do verde com o azul, no horizonte.
A brisa quente da primavera.
Aquele maravilhoso cheiro, floral.
Plantas selvagens estavam espalhadas pelo trilho.
Era surreal.
Uma bela paisagem.
Eu queria-a só para mim.
Mas também o queria lá.
Podia ser para ele, também.
Não me importava de partilhar.
A mão quente dele, na minha.
Enquanto lentamente descíamos a colina florida.
Dali podíamos ouvir o mar.
Era um som suave.
Tal como aquelas suaves ondas.
Aquela quente água.
Aquela areia fina, a pedir para conversar com ela.
E ele estava sentado ao meu lado.
Também maravilhado.
Os seus olhos brilhantes.
Tal como a sua mente.
As suas calças sujas de terra.
A sua camisa aberta, sobre uma camisola qualquer.
Não me sentia mal por ter o vestido branco sujo.
Ele acompanhava-me também nisso.
Suspirei e olhei de lado.
Ele sorriu para mim.
Não podia deixar de retribuir o sorriso.
Ele era especial.
Ele, sim.
Ele e o seu sorriso.
Não queria que terminasse.
O braço dele sobre o meu ombro.
O pulsar do coração.
As mãos a aquecer, à medida que o tempo passava.
O céu sem nuvens.
Oh, se não era belo.
As primeiras estrelas, envolvidas naquele pôr-do-sol surreal.
Aquela palete de cores.
Azul, vermelho, laranja, rosa...
Negro.
A noite que já estava a chegar.
Ela trazia com ela um novo dia.
Trazia com ela o final daquele dia.
Eu não queria que acabasse.
Não, não queria.
Porque é que todas as coisas boas têm um fim?
Ele levantou-se.
Sacudiu a terra das calças.
Estendeu-me a mão.
Não podia recusar.
Ele puxou-me de encontro a ele.
Afundei a minha cara nos ombros dele.
Sentia a barba dele roçar a minha orelha.
Era áspera, mas sabia tão bem...
O abraço nunca devia ter terminado.
Mas todas as coisas boas têm um fim.
O seu olhar, ao fitar-me.
O trejeito da sua boca, ao aproximar-se de mim.
O sorriso que o alegrava.
Pergunto-me qual terá sido a minha expressão.
Mas isso não importa.
A respiração dele, perto de mim.
E um culminar.
Era como ir ao céu.
Era um sonho.
"Temos de ir."
"Eu sei."
De volta à lambreta.
Percorrer aqueles escassos quilómetros.
Voltar à civilização.
Acordar.
Acordei.
De lado, firmemente apoiada à cintura do meu acompanhante.
A belíssima paisagem mediterrânica.
Estávamos à beira-mar.
Reflexos turquesa iluminavam a nossa pele.
O passeio há tanto tempo prometido parecia não ter fim.
E ainda bem.
Eu não queria que ele terminasse.
Queria ficar agarrada a ele...
Para sempre.
O seu cabelo escuro.
Os seus olhos misteriosos.
O meu coração derretia, sempre.
Derretia, derretia...
Sempre que eu olhava para aqueles simples, mas lindos olhos.
O contraste do verde com o azul, no horizonte.
A brisa quente da primavera.
Aquele maravilhoso cheiro, floral.
Plantas selvagens estavam espalhadas pelo trilho.
Era surreal.
Uma bela paisagem.
Eu queria-a só para mim.
Mas também o queria lá.
Podia ser para ele, também.
Não me importava de partilhar.
A mão quente dele, na minha.
Enquanto lentamente descíamos a colina florida.
Dali podíamos ouvir o mar.
Era um som suave.
Tal como aquelas suaves ondas.
Aquela quente água.
Aquela areia fina, a pedir para conversar com ela.
E ele estava sentado ao meu lado.
Também maravilhado.
Os seus olhos brilhantes.
Tal como a sua mente.
As suas calças sujas de terra.
A sua camisa aberta, sobre uma camisola qualquer.
Não me sentia mal por ter o vestido branco sujo.
Ele acompanhava-me também nisso.
Suspirei e olhei de lado.
Ele sorriu para mim.
Não podia deixar de retribuir o sorriso.
Ele era especial.
Ele, sim.
Ele e o seu sorriso.
Não queria que terminasse.
O braço dele sobre o meu ombro.
O pulsar do coração.
As mãos a aquecer, à medida que o tempo passava.
O céu sem nuvens.
Oh, se não era belo.
As primeiras estrelas, envolvidas naquele pôr-do-sol surreal.
Aquela palete de cores.
Azul, vermelho, laranja, rosa...
Negro.
A noite que já estava a chegar.
Ela trazia com ela um novo dia.
Trazia com ela o final daquele dia.
Eu não queria que acabasse.
Não, não queria.
Porque é que todas as coisas boas têm um fim?
Ele levantou-se.
Sacudiu a terra das calças.
Estendeu-me a mão.
Não podia recusar.
Ele puxou-me de encontro a ele.
Afundei a minha cara nos ombros dele.
Sentia a barba dele roçar a minha orelha.
Era áspera, mas sabia tão bem...
O abraço nunca devia ter terminado.
Mas todas as coisas boas têm um fim.
O seu olhar, ao fitar-me.
O trejeito da sua boca, ao aproximar-se de mim.
O sorriso que o alegrava.
Pergunto-me qual terá sido a minha expressão.
Mas isso não importa.
A respiração dele, perto de mim.
E um culminar.
Era como ir ao céu.
Era um sonho.
"Temos de ir."
"Eu sei."
De volta à lambreta.
Percorrer aqueles escassos quilómetros.
Voltar à civilização.
Acordar.
Acordei.
